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Mascotes dos Jogos Olímpicos
A palavra mascote surgiu na década de 1860 e vem do provençal "masco", que significa mágico. Atualmente as mascotes fazem parte do conglomerado de merchandising das olimpíadas. Tornam adultos crianças e fazem as crianças perturbarem os adultos. O objetivo principal que era criar um laço afetivo com o evento foi dando uma antropofágica corrida ao lucro fácil. Inúmeras mascotes descartáveis foram criados e as pessoas continuam a lembrar apenas dos antigos. Simples e eficientes.
A primeira mascote das Olimpíadas não foi oficial. Schuss, um esquiador de cabeça vermelha e roupa azul, apareceu em pins e bonecos durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Grenoble, em 1968. Sapporo não adotou mascote quatro anos depois, mas os jogos de verão não perderam tempo em recriar o sucesso de Schuss.
Os alemães tornaram o cãozinho basset Waldi a mascote oficial dos jogos de Munique de 1972. Adesivos, bottons, posters de todos os tamanhos foram produzidos com a presença lucrativa de Waldi. A partir de então, todos os jogos passaram a ter seu mascote oficial para alegria das crianças e realizadores. Nos jogos de verão de Montreal em 1976, a dose se repetiu com Amik (castor na língua indígena) que traduz as tradições do país e à associação dos jogos ao esforço natural do animal.
Os jogos de Moscou foram marcados pelo boicote estadunidense e pelo urso Misha, o mais famoso de todas as mascotes. Misha em russo é o apelido de Mikhail, a mascote tinha até nome completo: Mikhail Potapych Toptygin. O choro de Misha no encerramento simbolizou o fim dos jogos e a política acima do esporte. Símbolo do país, o urso foi criado pelo ilustrador de livros infantis Victor Chizikov, que demorou seis meses para criar uma centena de variações até chegar ao resultado final. O urso comunista foi comercializado na tradição capitalista: pins, bonecos de pelúcia, selos, porcelana, madeira, vidros e metal encheram os cofres do governo e do mercado-negro. O sucesso de Misha foi tão grande que desbancou uma segunda mascote. O leão-marinho Vigri, criado para ser mascote do iatismo dos jogos, é geralmente esquecido nas matérias sobre a história dos Jogos Olímpicos.
Os EUA não ficaram para trás e na Olimpíada seguinte lançaram a simpática águia Sam, desenhada por C. Robert Moore, veterano desenhista da Disney. A Guerra fria chegava de vez às mascotes olímpicos! Os russos retribuiram ao boicote e não disputaram as olimpíadas de Los Angeles. Enquanto isso, as mascotes eram peças tão fundamentais quanto o recorde de medalhas olímpicas. As duas olimpíadas (1980 e 1984) dos grandes boicotes tiveram mascotes voltados para o público infantil buscando a conquista de corações e mentes. Assim como o urso russo, a águia é um símbolo nacional dos EUA.
Em Seul, a linha infantil continuava com o tigre Hodori, desenhado por Kim Hyun. Presente em várias lendas coreanas, o nome da mascote foi selecionado pelos coreanos em mais de 2 mil sugestões. "Ho" significa tigre em coreano e "Dori" é um diminutivo masculino comum na Coreia. Os temidos tigres asiáticos agora estavam em formato de desenho animado e à venda em bottons e em versões de pelúcia. Assim como Vigri em 1980, Hodori teve uma versão ofuscada, Hosuni, a tigresa, a qual foi praticamente esquecida durante os jogos.
Em 1992 surge um novo tipo de mascote. Após a guerra fria a necessidade de se criar mascotes voltados para as crianças acabou. Cobi, o cão criado por Javier Mariscal para os jogos de Barcelona, começou mal entre seus compatriotas, que esperavam um mascote à altura das edições anteriores. Apesar de lentamente cair na graça dos espanhóis, muitos ainda se perguntam que animal é aquele.
Poderia piorar? Em 1996, nas olimpíadas de Atlanta, apareceu Izzy. Seu nome original seria "Whatizit?" (Oqueéisso?). Criado a partir de sugestões de crianças de todo o mundo, o frankstein de Atlanta foi mudando de aparência até o resultado final, no encerramento dos jogos de 1992. O que não melhorou muito o resultado.
Ollie, Syd e Millie foram as mascotes de 2000. Matthew Hatton criou as mascotes a partir de três animais nativos da Austrália representando a terra, o ar e a água. Os nomes são corruptelas de Olimpíadas, Sidney e Milênio. Pela primeira vez nos jogos de verão, apareciam em todas as partes mais de um mascote. O intuito é simples, vender em vez de um, três bonecos de pelúcia. Entretanto, a chance de nenhum dos três ficar gravada na memória é muito maior.
Nada supera as mascotes dos Jogos de Atenas. Os irmãos Phevos e Athena são tão feios que os gregos os transformaram em impessoas, ou melhor, em inmascotes. Raramente eles aparecem em camisetas, jornais, posters e até em eventos dos jogos. Athena é protetora de Atenas e deusa da sabedoria. Phevos é o deus da luz e da música. Mais uma vez, as mascotes aparecem em grupo e são pavorosos. O formato remete às bonecas encontradas em sítios arqueológicos.
Os jogos olímpicos de inverno também tiveram seus mascotes. Oito anos depois da estreia de Schuss, aparecia na Áustria o Homem das Neves Tirolês nos jogos de inverno de Innsbruck, em 1976. Nos jogos de inverno de Lake Placid, o escolhido foi Roni, o racum (espécie de guaxinim), este foi o primeiro a aparecer em poses esportivas em diversos produtos. Em Sarajevo, o lobo Vucko representava a década com animais lembrando desenhos animados. Em 1988, nas olimpíadas de Calgary, chegava a vez dos múltiplas mascotes nas olimpíadas de inverno. Os ursos Hidy e Howdy, criados por Sheila Scott, tiveram seus nomes escolhidos através de sugestões enviadas ao zoológico da cidade.
Definitivamente os anos 90 foram trágicos para as mascotes. Em Albertville 1992, a estrela chamada Magique, desenhada por Philippe Mairesse, representou os jogos de inverno na França. A mascote original seria a cabra "Chamois". Dois anos depois Kristin e Hakon foram as primeiras mascotes-humanos dos jogos olímpicos, eram duas crianças do folclore norueguês que foram comercializados em quase todos os tipos de materiais. Durante os jogos, duas crianças parecidas com as mascotes promoveram os jogos e viraram celebridades locais. A partir de 1994, as olimpíadas de inverno e verão passaram a ser disputadas em anos diferentes. Por isso, a diferença apenas de dois anos entre os jogos de Albertville e Lillehammer.
Em 1998, as Olimpíadas de Nagano trouxeram as bizarras corujas Sukki, Nokki, Lekki e Tsukki, que representavam o fogo, o vento, a terra e a água. Originalmente a mascote seria a doninha Snowple mas alguém teve a "brilhante" ideia de produzir mais mascotes para produzir mais produtos. As corujas eram tão toscas que muitos não conseguem identificar qual é o animal nos desenhos das mascotes. Mantendo a linha de várias mascotes, os jogos de Salt Lake City de 2002 tiveram as mascotes Powder, Coal e Copper, desenhados pela Landor/Publicis.
As mascotes das Olimpíadas de Pequim foram desenhados por Han Meilin, um famoso artista chinês. São cinco mascotes, número recorde em olimpíadas. Cada um representando um anel da bandeira olímpica. Os cinco amigos (nome oficial) são: Beibei, o peixe azul, simboliza a prosperidade e a abundância. Jingjing, o panda preto, representa a fonte de alegria e felicidade. Huanhuan, a chama vermelha, representa a paixão pelo esporte. O antílope amarelo Yingying representa a vastidão das terras chinesas e a saúde. A andorinha verde Nini representa a boa sorte aos Jogos.
Ao pronunciar os cinco amigos de uma vez "Bei Jing Huan Ying Ni" o visitante estará dizendo "Bem-vindo à Pequim" em mandarim.
A expectativa nos jogos da China é uma Olimpíada com uma forte influência política que não se vive desde os anos 1980. Espera-se uma Olimpíada de muitos recordes. Pelo menos, o recorde de mascotes já foi batido.
Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Grenoble 1968
Schuss

Mascote dos Jogos Olímpicos de Verão - Munique 1972
Waldi - cachorro

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Innsbruck 1976
Schneemann - homem-da-neve

Mascote dos Jogos Olímpicos de Verão - Montreal 1976
Amik - castor

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Lake Placid 1980
Roni - racum (espécie de guaxinim)

Mascotes dos Jogos Olímpicos de Verão - Moscou 1980
Urso Misha e o leão-marinho Vigri (esportes aquáticos)

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Sarajevo 1984
Vucko - lobo

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Mascote dos Jogos Olímpicos de Verão - Los Angeles 1984
Sam, a águia olímpica.

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Calgary 1988
Hidy e Howdy - ursos

Mascotes dos Jogos Olímpicos de Verão - Seul 1988
Tigres Hodori e Hosuni

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Albertville 1992
Magique

Mascote dos Jogos Olímpicos de Verão - Barcelona 1992
Cão Cobi

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Lillehammer 1994
Haakon e Kristin

Mascote dos Jogos Olímpicos de Verão - Atlanta 1996
Izzy

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Nagano 1998
Sukki, Nokki, Lekki e Tsukki

Mascotes dos Jogos Olímpicos de Verão - Sydney 2000
Olly, Sid e Millie

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Salt Lake City 2002
Powder, Coal e Copper

Mascotes dos Jogos Olímpicos de Verão - Atenas 2004
Athena e Pevos

Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Turim, Itália 2006
Neve e Gliz

Mascotes dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini

Os "Fuwa" são as mascotes dos Jogos Olímpicos de Verão de Pequim 2008. Fuwa significa "Crianças de boa sorte" em mandarim. O nome das cinco mascotes (Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini) são repetições das sílabas da frase "Be(iji-ng hua-nyíng ni" (Pequim lhes dá as boas-vindas). Cada uma das mascotes representa um dos elementos tradicionais chineses (metal, madeira, água, fogo e terra), além das cinco cores dos anéis olímpicos (amarelo, azul, verde, vermelho e preto) e figuras e animais característicos da China. Saiba mais sobre os mascotes de Pequim na página Mascotes dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Mascote dos Jogos Olímpicos de Inverno - Vancouver, Canadá 2010
Sumi (animal guardião - mascote dos Jogos Paraolímpicos), Quatchi (pé-grande) e Miga (urso polar mítico) e Mukmuk (marmota - mascote não-oficial)
. Saiba mais sobre os mascotes de Vancouver 2010 na página Mascotes dos Jogos Olímpicos de Inverno - Vancouver 2010
Mascotes dos próximos Jogos Olímpicos
Londres - Olimpíadas de Verão de 2012

Wenlock e Mandeville - Mascotes dos Jogos Olímpicos de Londres 2012
Em 19 de maio de 2010 foram revelados em Londres, Reino Unido, as mascotes oficiais dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos de 2012.
Wenlock e Mandeville são as mascotes dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012. Eles são duas gotas do aço de Bolton, cidade industrial do noroeste da Inglaterra. Wenlock é a mascote dos Jogos Olímpicos e Mandeville é a mascote dos Jogos Paraolímpicos.
Os nomes das mascotes são uma referência a Much Wenlock, uma pequena cidade inglesa que foi precursora dos Jogos Olímpicos Modernos com os Jogos Olímpicos de Wenlock, que se iniciaram em 1850. Mandeville foi inspirado na vila onde se inciou o Stoke Mandeville Wheelchair Games, depois chamado de World Wheelchair and Amputee Games, evento precursor dos Jogos Paraolímpicos.
O conceito da história das mascotes foi feita pelo autor, poeta e dramaturgo Michael Morpurgo, conhecido pelo seu trabalho em obras de literatura infantil.
Saiba mais:
• Mascotes dos Jogos Olímpicos de Londres 2012
Sochi - Olimpíadas de Inverno de 2014
Não definido.
Rio de Janeiro - Olimpíadas de Verão de 2016
Não definido.
Pyeongchang - Olimpíadas de Inverno de 2018
Não definido.
Saiba mais:
• Mascotes das Copas do Mundo
• Todos as mascotes da Copa América
• Mascotes dos Jogos Pan-Americanos
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